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 Agora que estou oficialmente de férias, já posso gritar bem alto:

 

FÉRIAS ! ! !  

 

E agora pergunto: Quem nunca viveu uma situação tão perfeita, tão boa, tão tudo, que lhe apetecia que se prolongásse até à eternidade? Todos nós.

São essas as melhores alturas da vida, em que nada nem ninguém que nos rodeia tem significado, em que tudo desaparece e em que entramos num mundo de silêncio e paz só nosso... um mundo imutável.

É próprio do ser humano querer que certas coisas se prolonguem para sempre, mas a verdade é que o tempo é impiedoso e, segundo a segundo, os seus efeitos vão-se fazendo notar em tudo o que nos rodeia: em nós próprios, nos objectos, naqueles que conhecemos, nos sentimentos. É incrível a rapidez como os sentimentos mudam: tal como aves que, embora pareçam que não nos vêm a aproximar, nos fogem das mãos no momento em que estamos prestes a agarrá-las. Mas a vida é assim, e enquanto uns morrem, outros nascem e outros ainda renascem ...e enquanto seres inúteis e conscientes da nossa insignificância no desenrolar do mundo, limitamo-nos a aceitar o que acontece.

Ora aí está uma boa verdade: a insignificância do ser humano... somos inexorávelmente contingentes e não é por deixarmos de existir ou de estar aqui ou ali, que a vida daqueles que amamos e odiamos vai parar; a Terra também não vai parar de girar à volta do sol e este não vai deixar de iluminar os nossos dias. E para reforçar esta ideia, basta colocar algumas questões a nós próprios. Por exemplo: como era a vida antes de nascermos ?

E chegamos à conclusão, que antes de nascermos, as pessoas que vivem connosco viveriam a vida delas na normalidade; e mesmo que nunca tivessemos nascido, ninguém sentiria a nossa falta, porque nem sequer imaginariam que alguém como nós viésse a existir. E outro ou outra ocuparia o nosso lugar - que sempre pensámos ser insubstituivel - e faria o que fazemos, tão bem ou ainda melhor do que nós...

(pensar como seriam as coisas antes de nascermos, é igual a pensarmos como elas serão depois de morrermos, porque o que ambos têm em comum é o facto de antes e depois deles não existirmos)

 

 TODOS SOMOS TOTALMENTE DISPENSÁVEIS, MENTALIZEM-SE DISSO.

 

 

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2 comentários

De Élísio Martins a 17.06.2007 às 23:15

Está espectacular,o querer tornar real o que não pode ser, a forma como transcreves os teus sentimentos, leva-nos a pensar (ou meditar) sobre a nossa existência , donde vim ? o que sou? quem sou? o que faço? para onde vou? o antes e o depois (o nascimento e a morte) leva-nos a pensar se vivemos o irreal ou a irrealidade. Está bom, mesmo bom.

De Rita a 17.06.2007 às 23:16

Fantastico

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