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Livros (# 45)

06.08.09

Doravante (mas apenas durante os períodos em que o blog estiver em actividade) farei um comentário aos livros que ler. Espero que com esta iniciativa consiga incentivar alguns dos leitores do blog a terem mais hábitos de leitura e, àqueles que já os têm, espero despertar-lhes o interesse para a leitura destas obras, caso ainda não o tenham feito.

 

Vou portanto começar pel'As Intermitências da Morte, escrito pelo José, mais conhecido por Saramago.

 

"No dia seguinte ninguém morreu."  - assim começa este romance. Perante tal hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas consequencias. Assim, este é um livro de reflexões acerca da morte, da vida e da condição humana, não raras vezes pintalgadas (refiro-me às reflexões) por divagações acerca de assuntos quotidianos, e subtis mas acérrimas ironias muito características de Saramago. Logo, esta não é uma história em que  acção progride bastante (alias, só para o fim é que tal começa a acontecer) ; é antes um livro para ler e pensar acerca do que se leu, para seguir as pisadas do autor fazendo as nossas próprias reflexões. Não aconselhavel, sem dúvida, aos fãs de historias de acção.

 

A par da história, temos a linguagem. O estilo é, na minha opinião, bastante complexo; como já referi num outro post, o autor limita-se a usar pontos finais e virgulas, sendo os dialogos maracados por virgula e maiuscula e finalizados ou com virgula ou com ponto (consonate a situação), o que exige do leitor grande concentração, não só para perceber quem diz o quê, como também para atribuir as entoações devidas. O mesmo se passa com o resto do texto. Conclui-se, portanto, que é um livro de dificil leitura (caracteristica de qualquer romance saramaguiano), mas nada a que um assíduo leitor não se adapte facilmente. No entanto, aos leitores light aconselho a não enveredarem por estes caminhos pantanosos, sob pena de não perceberem patavina. 

 

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Vida (# 44)

05.08.09

É assim a vida.

 

Ela tem os seus altos. Mas Ela também tem os seus baixos, por vezes autênticas crateras, momentos em que tudo parece perdido, em que aqueles assuntos que nos perturbam decidem unir forças para tornar a situação ainda mais complicada, para nos levar ao limite do desespero. Mas ainda assim, há sempre uma luzinha: umas vezes lá ao fundo, muito longe, dificil de alcançar, outras vezes surpreendentemente mais perto... o importante é não desanimar, não parar de a procurar. Muitas das vezes, esses momentos maus são importantes para a conseguimos encontrar - afinal, o brilho das estrelas só é visivel na escuridão da noite.

 

É assim a vida.

 

      

"Noite estrelada" de Vincent Willem van Gogh

 

 

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